31 de ago de 2011

Anda ouvindo - Parte I

A postagem de hoje é uma estréia no blog. A coluna chamada Anda Ouvindo tem o objetivo de saber quais barulhos estão colocando os punk rockers para dançar.

 

Daniel é parceiro de longa data. Encontros no meio punk e nos protestos contra o capital. O rapaz tocou em bandas de Floripa, como Guerra de Classe e Única chance. Na dita Ilha da Magia, organizou apresentações de bandas punks de alguns cantos do mundo. Um defeito do Daniel é a condição de torcer pelo Flamengo e não ter limites para tirar onda dos amigos. Tudo bem, ele tá perdoado por ser uma figura massa.

1) Em todos esses anos de punk, qual disco mais ouviu?
Vou chutar que foi o Give em enough rope, do Clash. Mas poderia ser também o It´s alive, dos Ramones.

2) Por quais razões recomenda para um punk rocker desavisado?
Eu gosto muito desse disco porque ele casa perfeitamente o punk rock mais “urgente” do primeiro disco com músicas de refrão pra cantar junto de olho fechado e com a esperança de um mundo melhor no coração, hehe! Tommy gun, Safe european home, English civil war, são os melhores exemplos disso. Abrem o disco nesse clima que mistura um punk rock de rua com riffs extremamente criativos, bonitos. E o disco conta com sons como Julie´s been working for the drug squad e Stay free, abrindo espaço para outras referências e elementos de outros estilos, como soul, disco, já apontando o que viria a ser o London Calling, mas ainda pesando mais pro punk. E ainda rola uma canção sensacional de reflexão pública sobre eles, sobre o “estar dentro e fora” e sobre a cena em si: All the young punks. Além de tudo a gravação é excelente, pesada e suave, com todos os instrumentos bem acentuados.



3) Qual disco ouve nos últimos dias?
Estou ouvindo muito Public Image Ltd, em especial o segundo disco, Metal Box.
Itálico

4) Por qual razão tenho de ouvir?
Porque é mais doido do que o primeiro, First Issue. Não sou muito expert em pós-punk, mas gosto muito dessa preocupação em reduzir a importância da guitarra, dar mais força ao baixo, construir músicas sem necessidade de começo e fim. Gosto em especial de duas músicas do disco: Poptones, que você poderia ouvir e dizer: “uau, Fugazi ouviu isso aí”, e Carreer, que tem esse pique mais disco, mas num clima de “anti-festa”, meio de saco cheio.

(por Maikon K)

30 de ago de 2011

Dúvida

Há muito tempo estou com uma dúvida cruel.
Algo muito difícil de solucionar, que só com a ajuda dos leitores (?) do blog, será possível obter uma resposta. Talvez, seja a coisa mais difícil de decifrar, mais até, do que letra de médico.

Espero que me ajudem nessa dúvida, se preparem:

Esse pó, que está em cima do espelho (??) que os caras do Gang Green estão segurando, é cocaína ou açucar???




Pessoalmente, acho que é açucar.
Nota-se que tem uma colherzinha em um recipiente contendo o pó misterioso, que provavelmente é uma colher com açucar para colocar no café.
O problema é que, na época da imagem em questão, não havia café e eles acabaram dormindo muito e ficando com essas cara de chapado. Depois que eles conseguiram o açucar para colocar no café, ficaram todos bobos e decidiram tirar uma foto (essa que eu postei). Assim, acho que solucionei a questão.
Dê sua opinião!



por Victor B

28 de ago de 2011

Trilha sonora de domingo III

Madrugada de domingo é bom pra ouvir um clássico com pessoas numa época drogada (Sepultura e Ratos de Porão) e o cantor punk Jello Biafra.

O ano era 1992, a capa da porcaria Revista Veja anunciava a ECO 92 e num subterrâneo de São Paulo, Jello Biafra (ex-Dead Kennedys) ao lado do Sepultura, João Gordo, Jabá e Jão (Ratos de Porão) arrepiavam com Holiday in Cambodia.

É quase um UFC do punk e metal.

27 de ago de 2011

Trilha sonora de sábado

Em pleno sábado de porradaria no UFC do Rio Janeiro, a trilha sonora desse dia tinha que ser um pancadão. Falo do disco que eu mais ouvi nas últimas semanas: o split Ratos de Porão e Looking For an Answer.
Destaco o cover da música La Matanza (do Looking for an Answer), feita pelo Ratos:



A versão original:



Anderson Silva curtiu!















Por Victor B.

26 de ago de 2011

Entrevista com o Coletivo Molotov

Joinville é uma cidade estranha. Um dia amanhece com um coletivo formado por punks e skinhead cuja pauta é a luta anti-fascista. Faço referência ao Coletivo Molotov. A curiosidade inicial levou a primeira entrevista diretamente ligada a cidade base do Blog Do trilho pra cá. A entrevista está para vocês formularem opiniões e alimentarem o debate.

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clique na imagem para visitar o blog do Coletivo Molotov


1) O que é o Coletivo Molotov? Quais são os objetivos do coletivo?

O Coletivo Molotov é um agrupamento de indivíduos apartidários que se identificam com idéias anarquistas e comunistas (não "Stalinistas") e logicamente com a luta antifascista.

O coletivo tem por objetivo:
- Baseia-se no princípio de autogestão, ou seja, as relações internas são relações horizontais de solidariedade e de coletivismo, onde as decisões são estabelecidas por unânimidade.
- A adesão de novos membros tem como presuposto, pelas afinidades pessoais e políticas, o que impossibilita o vazamento de táticas e informações.
- A luta contra o modelo político republicano, que impede de existirem as liberdades individuais em defesa de um conceito do “bem comum”.
- A recusa a herança moral cristã, tal como dos hábitos e costumes sociais incutidos desde a infância, geradora de opressão, repressão, preconceitos, submissão, dentre outras coisas.
- A luta incansável contra o sistema econômico capitalista usurpador do sangue proletário, que nos explora através dos monopólios, nos forçando a servir como escravos.
- A propaganda revolucionária aos excluídos do modelo republicano do “bom cidadão”. Visando adquirir novas alianças seja com indivíduos ou coletivos.
- O combate aos grupos nazi-fascistas.
- O planejamento de ações, que contraponha a indiferença generalizada que vem sendo demonstrada pela sociedade e até mesmo por indivíduos ligados às contra-culturas.
- Não compactuar com grupos ganguistas ou sectários.

- Futuramente iniciar os primeiros passos para a construção de uma comunidade antifascista visando dissiminar os ideais da esquerda revolucionária.

2) O Coletivo já procurou informações sobre a presença skinhead na história do subterrâneo da cidade?

Bem, quando você fala de Skinhead entendemos como um indivíduo antifascista que não tem qualquer tipo de ligação com a direita, pois do contrário seria um "bonehead".

Sabemos que houve uma ceninha local de boneheads no início dos anos 90, e que eles costumavam se encontrar na ferroviária, ZS. Mas não temos conhecimento a fundo sobre ações políticas dos mesmos.

Se tratando de Skins:

Conhecemos alguns skinheads ligados a cena vegan e sxe na cidade, assim como um companheiro de outro estado.

Recentemente entrou para nosso grupo de apoio um S.H.A.R.P. que veio de fora.

Todos que tiverem interesse podem estar acompanhando nosso trabalho através do blog: www.coletivo-molotov.blogspot.com

3) E a presença nazi-fascista na história da cidade, o coletivo identificou algo?

Apesar da grande maioria dos indivíduos do coletivo terem vindo de outras cidades, procuramos sim nos informar a respeito da história da cidade.

Encontramos informações sobre o colégio Bom Jesus e sua ligação com o nazismo antigamente, assim como o regime autoritário varguista que visava abrasileirar os brasileiros, gerando uma forte xenofobia.

Também encontramos diversos documentos a respeito da AIB (Ação Integralista Brasileira) que se organizou não só em Joinvile como em praticamente todo o estado de Santa Catarina. Em Joinville existiam periódicos integralistas como: "O Anauê", "O Pliniano" e o "Die Zunkunft".
Joinville já teve até prefeito integralista.

4) Atualmente, é possível identificar grupos ou individualidades nazi-fascistas [na cidade]?

Sim, porém aqui os indivíduos e grupos não mostram tanto a cara na rua como em cidades onde o rolê é mais intenso, aqui eles preferem fazer seus encontros por debaixo do pano. Mas temos conhecimento de pelo menos duas bandas nazi-fascistas na cidade. Também tem indivíduos conhecidos de outros rolês e anos atrás, que provavelmente estão aqui devido ao fato de estarem com a ficha suja demais. Mas com certeza dissiminam as idéias de extrema direita hoje em dia, as mesmas que cultuavam nas ruas em tempos passados.
Tem outros com mais idade ainda que são inclusive donos de empresas.

O grupo que mais tem chamado a atenção é o NSBM (Black Metal Nacional Socialista), esses apesar de não representarem uma frente sólida nas ruas, estão sempre rateando em algum bar do centro... já encontramos alguns.

O mais interessante é que o Black Metal é totalmente contrário ao cristianismo, o que prova mais uma vez a estupidez dos indivíduos neo-nazistas.

E para concluir, fora todos esses, ainda existem aqueles que tem o nazi-fascismo vindo de berço, de sua criação.

Joinville é uma cidade com histórico muito conservador.

Esses últimos não representam perigo nas ruas, o que não quer dizer que não os combateremos.
Nem nazis e nem ambíguos!

5) Na exibição do documentário "ANTIFA: Chasseurs de Skins”, o que relatou a falta de participações de outras culturas urbanas, como demais punks, SxEs e afins. Na opinião de vocês, o que levou a falta de adesão?

Domingo, dia chuvoso, nublado, "difícil" de sair nas ruas...

Sinceramente isso não serve de desculpa para nós, estamos aí todo dia dando a cara à tapa nas ruas, faça sol, chuva ou o inferno que seja. Quem é, e se identifica com a luta não se importa com esses detalhes insignificantes.

Receio de trocar uma idéia por sermos um grupo radical? Sei lá... não entendo como um cara pode ter uma postura revolucionária e temer algo já que tem pensamento igual ou similar.

Pensamos que os que foram são os que são, se tiverem outros, OK... que venham na próxima! Estamos abertos a conversar e juntar pontos de unidade independente do seu estilo de vida.

Se não tiver... Continuaremos na nossa luta! Antes poucos verdadeiros do que muitos ambíguos. Queremos gente linha de frente ou pelo menos gente disposta a se comprometer com a causa e luta antifascista.

6) Quais os próximos eventos e ações propostas pelo Coletivo?

Nosso próximo evento será o "I Churrasco Antifascista", que contará primeiramente com um debate (sem álcool) sobre a C.N.A e o Abolicionismo Penal, quem quiser ir e não comer carne, pode levar ou fazer um rango diferenciado no local também. Em seguida iniciaremos o churrasco, para um pouco depois lançar o clipe da banda Vat Bier - "Destrua o Sistema Prisional" (banda comitê de propaganda do coletivo).

Também estamos nos organizando para realizar o "II MolotovFest", o "Fuck The Rac" e o "Grito Contra o Separatismo", assim como uma segunda exibição + debate sobre o documentário "ANTIFA: Chasseurs de Skins".
Além disso continuaremos com nossas panfletagens e intervenções.

7) O Coletivo busca estabelecer relações com outras organizações e movimentos sociais da cidade?

Com certeza sim! Inúmeras foram as vezes que trocamos idéias com pessoas envolvidas no MPL, Coletivo Contraparte, GLBT e Movimento Negro.

Chegamos a participar de ações realizadas pelos mesmos, porém acreditamos que é necessário haver uma aproximação maior com esses grupos, esperamos que com nossas idéias mais expostas e amadurecidas esses indivíduos e organizações gerem um interesse e uma maior aproximação.

8) Vocês mantém algum tipo de contato com coletivos de outros países? E no Brasil, como é a relação com os demais coletivos anti-facistas?

Esse é sem dúvida um dos objetivos que estamos perseguindo, porém ainda não temos contato com coletivos de fora do país, apenas com indivíduos.

Aqui no Brasil temos contato com os companheiros da R.A.S.H. São Paulo, com o pessoal da S.H.A.R.P SP e com alguns indivíduos espalhados pelo país, estamos procurando estreitar as relações com esses grupos e adquirir novos contatos com demais grupos de dentro ou fora o Brasil.

9) Além da atuação anti-fascista. O que pauta outras reivindicações?

Esta resposta foi dada na primeira pergunta que fala a respeito dos objetivos do coletivo.
Como complemento podemos citar também nossa luta para desvincular o Skinhead da idéia nazi-fascista que a mídia insiste em promover.

Combatemos também essa idéia de apoliticismo dentro da cena punk e skin, pois ela gera ambiguidade e deturpa duas contraculturas que nada tem a ver com a direita.
Um skinhead que diz defender suas origens tem por obrigação combater o nazi-fascismo em todas as suas formas.

10) Obrigado. A mensagem final é de vocês.

Nós que agradecemos pela entrevista e interesse.

Um ser livre é um ser ingovernável!

Odiaremos, boicotaremos, nos organizaremos, levaremos algum certo tempo, mas instruiremos nossas crianças, nossos netos e todos aqueles que possamos alcançar para combater veemente o estado capitalista, pois através do contingente, das idéias, da militância e do ódio revolucionário, nos armaremos e derrubaremos o estado econômico capitalista através de uma única luta: a LUTA ARMADA!

25 de ago de 2011

Os punks representados no cinema - parte III

Gelo seco + punks + mortos - vivos é a fórmula de sucesso de The Return of the living dead, de 1985,  um dos filmes mais manjados de zumbis, tão manjado que já passou até na SBT. Não tem muito o que falar sobre, basta ver o cartaz do filme: um punk zumbi pixando uma lápide.
No longa, os punks tem um gosto peculiar, que inclui festejar em cemitérios segurando sinalizadores, ao som de uma música fulera oitentista que, provavelmente, saiu de alguma coletânea Anos 80 da Globo.
"Fodam - se todos, foda-se tudo, isso não é uma fantasia, é um modo de viver", é o que um dos punks fala enquanto uma guria pelada de cabelo vermelho se esfrega em sua perna. Sem mais.








Veja a segunda parte de "Os punks representados no cinema"


Nitrominds e os 20 bateras

Na noite de hoje (25 de Agosto), as 20 horas, a banda Nitrominds tocará no Encontro de Bateras. Além de músicas inéditas, acompanhará três covers, Ramones, Social Distortion e Agent Orange.
Seria massa ouvir as porraderias gravadas no disco de covers da banda. No vídeo tem uma amostra com "Surf Nicaragua", da Sacred Reich
Em 2010, a Nitrominds lançou o cd “Kill Emo All” com a participação de figurinhas carimbadas do punk-hardcore brasileiro. Entre as versões, estão de bandas como Hüsker Dü, S.O.D, Excel, DRI, Nuclear Assault e outras.

Informações do evento:
Quinta – Feira, dia 25 as 20:00
Hangar 110, Nitrominds toca no no Encontro de Bateras - Em São Paulo
3 Músicas Inéditas
Entrada : Grátis !!
Página no Facebook

23 de ago de 2011

As piores capas de discos do mundo I

 Banda: Brutal Truth
Álbum: Extreme Conditions Demand Extreme Responses (1992)

A arte do primeiro primeiro álbum do Brutal Truth, o Extreme Conditions Demand Extreme Responses, de 1992, parece que foi feita no paint, aquele software de desenho do windows, e ainda por cima, com imagens retiradas do google. Obviamente não foi feita desse jeito, e  nem sei como foi feita, só sei que a capa desse disco é cor demais pro meus olhos!
Já sobre o conteúdo sonoro do álbum eu nem preciso comentar muito: é uma maravilha, desgracera total (no bom sentido).

21 de ago de 2011

Trilha sonora de domingo II

Domingo é o dia mais cristão e capitalista da semana. Toda merda cristã conservadora e lixo capitalista tem sua síntese nesse dia. É o dia que os capitalistas e cristãos estão sorridentes por aí. Malditos!
Então, o esquema é ter como trilha sonora o disco em 10 polegadas “Hates you”, dos americanos Brody`s Militia. A banda é uma espécie de GG Allin com pegada grind e fast, digna de ter suas gravações lançadas pela Sound Pollution. Os caras são daqueles que gostam de beber cervejas, ficarem doidões e com visual de redneck e caminhoneiro.

A menina é minha priminha , na antiga casa da minha avó, por volta do ano de 2004 ou 5. Na época, ela tinha seus 10 ou 11 anos. Já era evangélica. Hoje ela deve ter um futuro promissor no mundo capitalista.
O sentimento de hoje é um pedido irônico de ser um poser.

18 de ago de 2011

Os punks representados no cinema - parte II

Para o post de hoje, escolhi o filme Class of Nuke 'Em High, da Troma Films.
O filme, de 1986, é bizarro, digno de ser de Lloyd Kaufman, a principal cabeça por trás da Troma , que na época, assinou o filme com o pseudônimo de Samuel Weil. No longa, os punks (que mais parecem integrantes de uma banda de hard rock) são estudantes que foram atingidos pela radiação de uma usina nuclear, que fica perto da tradicional Tromaville High School. A gangue Cretins, do qual os punks fazem parte, é responsável por inúmero delitos, incluindo bater em indefesas velhinhas, destruir a escola, ameaçar o diretor com uma metralhadora, e o PIOR, vender maconha radioativa para "estudantes de bem". hehe.
A trilha sonora do filme é composta por um hard rock extramamente farofa.


O Vimeo é uma merda!


Os punks representados no cinema - parte II from DoTrilhoPraCa on Vimeo.





Veja a primeira parte de "Os punks representados no cinema".

A terceira parte é só na semana que vem.

Por Victor B

Memória do sub-rock


Os anos 90 para Edson foi de uma efervescência subterrânea que ainda não foi escrita. Edson foi vocalista da extinta banda The Power Of The Bira, de Joinville, na vizinha Jaraguá do Sul tocou a loja Abrigo Nuclear Records, na também cidade vizinha Guaramirim tocou o Curupira Rock Club. É muita memória para compartilhar.
Eu imaginava que Edson tinha um arquivo de gravações do cenário do sub rock catarina. O cara montou o Blog sobre a Memória do Rock de Joinville (e região). Clique aqui e fique conhecendo um pouco da memória do barulho já feito na cidade.


Na década de 90, a banda Tormentos dos Vizinhos foi marcante e me animou pra kct.

Baixe aqui:http://joinroll.blogspot.com/2011/08/tormento-dos-vizinhos.html

(por Maikon K)

17 de ago de 2011

Destroy All Movies - The complete guide to punks on film


O Maikon K me mandou o link com um livro que tinha a mesma idéia da série de posts "Os punks representados no cinema" desse blog. Confesso que não sabia da existência de Destroy All Movies, o livro de 600 páginas, escrito por Bryan Connolly e Zack Carlson, que catologa mais de 1100 filmes com aparição de punks. Além de resenhas sobre os filmes, é possível encontrar no livro, entrevistas com integrantes de bandas do punk-hardcore como Ian MacKaye, do Minor Threat, e Keith Morris do Circles Jerks e OFF!

Se quiser adquirir o livro, a única possibilidade, por enquanto, é comprar a versão americana através da internet, clicando aqui.
Ou então, continue acompanhando os posts desse blog sobre aparição de punks em filmes. A 2ª parte da série  "Os punks representados no cinema" é amanhã.


Por Victor B.

16 de ago de 2011

Os punks representados no cinema - parte I

Não, esta não é uma postagem sobre qual punk famoso atuou em filmes hollywoodianos.

É muito engraçado ver de que forma os punks são representados em filmes que não tratam o punk como principal tema, ou seja, onde o punk é um mero figurante. Talvez uma das mais clássicas representações de um punk  nas telonas (o chamado punk com faquinha) seja em Exterminador do Futuro, onde o peladão Arnold Schasinega, procurando por uma uma vestimenta, tira a força a "roupa" de um punk que, para se defender do gigante, tinha em punhos uma simples faca de cortar pão. O último filme que eu vi, o longa canadense Hobo with a Shotgun, de 2011,( filme razoável por sinal) trazia os panques logo aos 11 minutos de filme, como jovens torturadores de mendigos. Pessoalmente, eu gosto desse tipo de representação, isto é, os punks como sendo  violentos e malditos, principalmente em filmes que são revivais trash, como Hobo With a  Shotgun, onde o objetivo  (nos poucos minutos em que os punks aparecem) não  é "difamar" o punk e generaliza-lo como algo violento, longe disso, o objetivo é apenas utilizar do VISUAL, da imagem punk, que pra muita gente é chocante, e traze-lo pro filme, dando um clima, por vezes, nostálgico, já que este tipo de representação é muito comum nos filmes oitentistas, etc e tal.

Abaixo, o 1º vídeo da série "Os punks representados no cinema". Tive que postar no Vimeo  porque a Magnolia Pictures bloqueou o vídeo no youtube. O Vímeo deixou meio travado o vídeo, mas tudo bem.


Os punks representados no cinema - parte I from DoTrilhoPraCa on Vimeo.


 




 O que me deixa um pouquinho incomodado é quando os punks não ouvem música punk, e sim New Wave, como no caso do filme Blood Dinner, remake fudido (de ruim) do clássico Bloodfeast. Parece um pouco com alguns jovens de Joinville, que andam com um moicano todo estiloso, coturno sujo, mas com camisas do Matanza e Linkin Park, e patch do Slipknot. Mas claro, estamos falando de representação punk e não de punk.


Por Victor B.

14 de ago de 2011

Trilha sonora de domingo

Domingo é dia de Faustão. É de Silvio Santos. É do futebolzinho na televisão. É dia de comer maionese com frango. É dia de ter uma trilha oficial para começar bem agitado a manhã de domingo. É preciso fazer valer todas as emoções de um dia tão fodido como dominguera.


Esse é o disco "A dissedent" lançado em 2011, que a banda está tocando por aí. Não sou eu na foto, valeus?

Victms ao vivo no Punk Illegal - 2010

O site dos caras acompanha informações necessárias para saber dos rolês da banda pelo mundo, quando leva o seu crust sueco com pegada para dançar com seus amigos motoqueiros.

É a quinta vez que toca o cd "Divide and Conquer", lançado pela Havoc Rex, em 2006. Nenhum maldito motoqueiro do BV pintou aqui, preciso colar para o lado de lá do trilho. Lá as ruas são certas para punks e motoqueiros selvagens.

(Por Maikon K)

11 de ago de 2011

Punks em São Bento do Sul-SC

São Bento do Sul é uma cidade localizada no planalto norte catarinense. A cidade tem uma temperatura fria e uma história ligada a formação histórica da segunda metade do século XIX, quando ocorreu uma expressiva imigração de origem européia (Bavária, Prússia, Polônia, Saxônia e antiga Tchecoslováquia). O poder público usa e abusa das suas origens europeias e esquecem da presença indígena e luso-brasileira em sua formação histórica.

O ato de ignorar a diferença na composição da história, cria uma atmosfera favorável
para o surgimento de uma juventude conservadora. As margens da história oficial responde o contrário. É do submundo são bentense que eclode um cenário punk. Um exemplo é a banda punk Rejects, que há 7 anos é responsável por promover o cenário punk local e colocar a cidade de São Bento do Sul em comunicação com punks do Brasil e do mundo.
No dia 02 de setembro, mais uma etapa da comunicação acontecerá, quando os americanos diretamente de Seattle The Bloodclots tocarão com as bandas Luta Armada (São Paulo,) Rejects (São Bento do Sul), Bomba no Porão e Diabo a Quatro(ambas de Rio Negrinho/SC).O Evento é importante por trazer uma banda punk estrangeira, por agitar a cidade numa perspectiva fora da ordem imposta e apresentar duas bandas da pequena cidade de Rio Negro, na fronteira com o Estado do Paraná.

Informações:
http://www.myspace.com/thebloodclots

http://www.myspace.com/rejectsbr

Ingressos antecipados R$10, na hora 15real, na Criart Tattoo e Sebo Dom Quixote.

Local: Public House
Rua João Pauli, 90 - Colonial
São Bento do Sul/SC

INFO: 47-96536133 ou 47-91961935

(Por Maikon K)

10 de ago de 2011

Protesto punk - I

Os protestos incendiários chegaram aos armazéns de selos independentes londrinos?

Link
Um trecho da notícia publicada pelo Tenho mais discos que amigos: “o armazém da distribuidora inglesa PIAS Recordings, administrado pela Sony, foi completamente destruído em um incêndio.” Desde quando selo independente é ligado a Sony?

O meu entendimento de selo independente são aquelas gravadoras cujas vidas administrativas não estão ligadas as grandes corporações da indústria do entretenimento. Música independente é feita sem gestão do Estado e da lógica do capital.

(Por Maikon K)

9 de ago de 2011

Death Dealers - Files of Atrocity

Death Leaders é um projeto fodido com figuras carimbadas de bandas como Extreme Noise Terror, Anti-Cimex e Raw Noise, bandas cujas trajetórias estão sustentadas numa sonoridade suja e agressiva produzida no submundo punk europeu. A união dos caras não poderia trazer nada além de um som inspirado nos ingleses do Discharge e tantas outras desgraças que adoramos. É um barulho para detonar os ouvidos. É música para deixar tudo ao redor destruído. As duas frases expressam a primeira, a segunda, a terceira... audição do cd “Files of Atrocity”, dos gringos do Death Leaders, lançado no Brasil via Terrotten Records.


(Por Maikon K)

8 de ago de 2011

Notícias de Lançamento V

Living in Hell surge das ruas porto alegrense com violenta pegada crust punk. A banda é composta por figuras que já passaram por bandas como Unidos pelo Ódio (Leandro na bateria e Julio na guitarra), Gritos de Alerta (Renan no vocal) e Distrato (João no baixo).

Em agosto, a Living in Hell sairá no cd tributo ao Discharge, a banda entrará com a música “Is this to be”. No corrente semestre sairá o ep “Portões” com quatros sons. Os caras também entrarão em estúdio para gravar um LP em 12 polegadas. Em breve, Living in Hell ao vivo.


(Por Maikon K)

7 de ago de 2011

Filhotinho F-CREW

A banda Filhotinho lançou no começo deste ano o álbum F-CREW. Inclusive, em maio, eles lançaram esse mesmo álbum na terra do Akira Kurosawa e do Dragon Ball Z, o Japão, através da Karasu Killer Records.
Essa banda é o filhote do capeta, segue uma breve resenha:


F-CREW - Filhotinho (Karasu Killer Records, Laja Rekords, Good Times Records, Eight Day Records, Overall Records - 2011 - CD)

 Basta ouvir duas vezes o álbum F-CREW, da banda Filhotinho (RS), para grande parte das músicas ficarem na sua cabeça. Garanto! São 11 pedradas com riffs e  "refrões" marcantes na voz de Keka e Bigão.  Nas letras, o FIlhotinho dá tiros pra todos os lados: ataca a indústria da moda, o conformismo e o "livre comércio de igrejas", por exemplo. Mas também não deixa de falar sobre amizade, companheirismo, sobre a própria banda (e a cena da qual ela faz parte) e claro, sobre skate! Pessoalmente, acho que a banda representa um espírito semelhante ao que o J.F.A. representava nos Estados Unidos, ou o Grinders no Brasil, isso a primeira vista, já que o som do Filhotinho não parece muito com o skate punk tocado pelas duas bandas oitentistas, até porque, não é a proposta da banda. O som tocado por esses gaúchos  é o que eles definem como "rock di rua", é violento, mas extremamente empolgante, com um instrumental finíssimo e uma gritacêra que não fica atrás de nenhum Romantic Gorilla.
Destaco as músicas "CD-R", "Pra Onde Ir" e "Skate Muito Além do Esporte". Esta última, espero que esteja no seu devido lugar: servindo de trilha sonora para skatistas. Para terminar, minha única advertência é que tomem cuidado na hora de pogar ao som do Filhotinho, já que com o ritmo veloz da banda, pode ser difícil se manter em pé, sem embaralhar os passos.






(Por Victor B.)

Notícias de Lançamento IV


Defy

O Defy (de São Paulo) e o Terror Revolucionário (de Brasília) estão dividindo um ep no formato 7 polegadas. As duas bandas são fodidas. O Defy vai com mais uma pegada crust flertando com thrash e death. O Terror Revolucionário caminha entre o hardcore rápido, curto e cheio de porradaria. O split-ep encontra-se a venda com os caras do Defy, o valor é de R$ 15.00
(Por Maikon K)

6 de ago de 2011

Fábio volta ao posto

Flesh Grinder é uma instituição do cenário subterrâneo splatter mundial. A banda joinvilense é responsável por colocar a cidade no mapa do cenário Splatter, tanto com a banda quanto com o festival Splatter Night.

Um ano atrás, o guitarrista e vocalista Fábio deixou a banda, situação que levou a Flesh Grinder convidar o guitarrista Eric.

No começo da noite de hoje (06 de agosto), Rogério, baixista da Flesh Grinder, no seu perfil do Facebook, anunciou o retorno do Fábio ao seu velho posto no subterrâneo do splatter: guitarrista e vocalista da assassina banda Flesh Grinder.

Momento Contigo do Underground:

Fernando (da Black Hole Records), Rogério (da Flesh Grinder), Fabio (da Flesh Grinder), Peter ( da Canibal Produções) e André (do Offal)

(Por Maikon K)

5 de ago de 2011

Caustic volta das férias

A Loja Caustic, ligada ao selo santista Caustic Recordings, voltou das férias de Julho. O catálogo da loja está com coisas finas do punk-hardcore. Eu tenho dois destaques, o “Surfe e destrua”, do Mahatma Gangue e a “Complete Discography”, dos suecos do Final Exit.
Final Exit - primeira parte de um show de reunião, em 2009.

(Por Maikon K)

4 de ago de 2011

Notícias de Lançamento III

Você tá doido pra ouvir o split do D.E.R. com o Aberrant, que vai sair do forno em outubro? Você está roendo as unhas do pé, arrancando os pêlos da orelha e não está se alimentando direito, de tanta ansiedade? Pois bem, na página do D.E.R. no site Reverbnation, a banda colocou 3 sons que vão estar no tão aguardado split, incluindo a música "Cada coisa em seu lugar", que tem a participação do João Gordo. Confira o aperitivo: www.reverbnation.com/dergrindon



D.E.R - "Contrapátria" from Felipe Madureira on Vimeo.

3 de ago de 2011

Entrevista com Renan, da Terrötten Records


O Renan é o nosso segundo entrevistado no blog. A razão de entrevistá-lo não precisa de uma nota introdutória explicativa, ao menos para quem tem o hábito de comprar discos de bandas punks brasileiras e do restante do mundo, pois o cara está por trás da gravadora e distribuidora Terrötten Records, sediada na cidade de Porto Alegre. O Renan é responsável por espalhar bandas punks dos quatros cantos do mundo em território brasileiro, assim como, na mesma medida, lança bandas brasileiras que são distribuídas para todo o mundo. Fique com a pequena entrevista e saiba um pouco mais dos acontecimentos da Terrötten:

Como é manter uma gravadora independente no cenário que a música ganha expressão via MP3 ?

A mp3 já existe a bastante tempo e parece que só nos últimos anos virou febre. Conheço gente velha e nova que pega vinil e CD, então não estou preocupado com as mp3, não me afeta, mas acho lamentável que alguém tenha coragem de usar uma camiseta de uma banda que não têm 1 disco e nunca foi um show, atitude não é ficar rolando idéia de disco em redes sociais. O problema não são as mp3’s, mas o mundo virtual ou a cena virtual que existe hoje. Quase ninguém faz algo realmente importante no mundo real, apenas produzem (?!?!?!?!) no virtual. A mp3 é ruim? Não, ela funciona muito bem na substituição das cartas com demos, coisas do passado, não têm custo, você houve um som novo no mesmo dia que a banda divulgou, é ótimo, o problema é ficar aprisionado somente a isso. A tecnologia fudeu a música independente, o mainstream não, esse continua lucrando com tours milionárias.

Como está para manter financeiramente o selo?

Temos que esclarecer aqui que são 2 atividades distintas mas que se completam: Selo e Distribuidora. Um não existe sem a outra, o selo diminuiu bastante os lançamentos nos últimos anos, principalmente com a dificuldade (alto custo, etc) de se fazer vinil no Bra$il, mas segue vivo e vai continuar existindo, mas ele existe e resiste ainda – financeiramente falando – por conta da distro, as vendas de materiais importados que têm maior interesse do pessoal aqui, se não fosse isso o selo estaria com dificuldades já que muitos selos gringos não fazem trocas e dado ao alto custo do correio internacional nos dias de hoje.


Quais são os crtitérios de escolhas para lançar os discos na Terrötten?

Basicamente, lanço as bandas de amigos e que se encaixam no som da Terrotten, salvo 1 exceção que é o Damn laser vampires, que é um caso especial em virtude da sacanagem que outro selo fez com os caras e de serem batalhadores do underground além do Michel ter tocado comigo muitos anos e ajudado na parte de arte e gráfica nos primeiros 6-7 anos de Terrotten. Vou continuar fazendo isso mas com mais foco nas bandas nacionais já que ninguém lá fora apóia as bandas daqui – salvo as exceções que vendem bem (!) – e também com mais lançamentos em vinil e poucos ou nenhum em cd.

Qual é a relação que o selo mantém com as bandas?

Jogo aberto, amizade e sinceridade com todas as bandas que passam por aqui, sempre foi assim e sempre vai ser, não é um relacionamento comercial, não têm que ser, isso não é o punk, não têm que ser um negócio formal mesmo que as vezes seja. DIY não é individualismo e faça qualquer porcaria, têm que ter organização e comprometimento com o trabalho de todos assim como queremos isso de volta com nosso trabalho.

O que esperar de próximo lançamento pela Terrötten?

Nessa ou em outra ordem próxima (depende mais das bandas do que de nós) serão lançados os seguintes:

DISCHARGE, BRAZILIAN TRIBUTE CD

NUCLËAR FRÖST - FULL ALBUM CD ou LP

SELVFORAKT 7” (2 caras do DISARM/brasil e o vocal do SOUND YOUR ALARM)

LIVING IN HELL 7” (nossa banda nova, formada em 2010, ex-membros GRITOS DE ALERTA e UNIDOS PELO ODIO. Soa como WOLFPACK antigo moído no liquidificador com DOOM e DISRUPT)

LIFELÖCK - "A non nuclear nightmare" CDep

DISPROVE - DISCOGRAPHY CD



  • Myspace Terrötten Records
www.myspace.com/terrottenrecords
  • Site
www.terrotten.com







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Por Maikon K e Victor B.