31 de ago de 2011

Anda ouvindo - Parte I

A postagem de hoje é uma estréia no blog. A coluna chamada Anda Ouvindo tem o objetivo de saber quais barulhos estão colocando os punk rockers para dançar.

 

Daniel é parceiro de longa data. Encontros no meio punk e nos protestos contra o capital. O rapaz tocou em bandas de Floripa, como Guerra de Classe e Única chance. Na dita Ilha da Magia, organizou apresentações de bandas punks de alguns cantos do mundo. Um defeito do Daniel é a condição de torcer pelo Flamengo e não ter limites para tirar onda dos amigos. Tudo bem, ele tá perdoado por ser uma figura massa.

1) Em todos esses anos de punk, qual disco mais ouviu?
Vou chutar que foi o Give em enough rope, do Clash. Mas poderia ser também o It´s alive, dos Ramones.

2) Por quais razões recomenda para um punk rocker desavisado?
Eu gosto muito desse disco porque ele casa perfeitamente o punk rock mais “urgente” do primeiro disco com músicas de refrão pra cantar junto de olho fechado e com a esperança de um mundo melhor no coração, hehe! Tommy gun, Safe european home, English civil war, são os melhores exemplos disso. Abrem o disco nesse clima que mistura um punk rock de rua com riffs extremamente criativos, bonitos. E o disco conta com sons como Julie´s been working for the drug squad e Stay free, abrindo espaço para outras referências e elementos de outros estilos, como soul, disco, já apontando o que viria a ser o London Calling, mas ainda pesando mais pro punk. E ainda rola uma canção sensacional de reflexão pública sobre eles, sobre o “estar dentro e fora” e sobre a cena em si: All the young punks. Além de tudo a gravação é excelente, pesada e suave, com todos os instrumentos bem acentuados.



3) Qual disco ouve nos últimos dias?
Estou ouvindo muito Public Image Ltd, em especial o segundo disco, Metal Box.
Itálico

4) Por qual razão tenho de ouvir?
Porque é mais doido do que o primeiro, First Issue. Não sou muito expert em pós-punk, mas gosto muito dessa preocupação em reduzir a importância da guitarra, dar mais força ao baixo, construir músicas sem necessidade de começo e fim. Gosto em especial de duas músicas do disco: Poptones, que você poderia ouvir e dizer: “uau, Fugazi ouviu isso aí”, e Carreer, que tem esse pique mais disco, mas num clima de “anti-festa”, meio de saco cheio.

(por Maikon K)

Um comentário:

Anônimo disse...

massa a coluna!!